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Proposta de Iniciativa Popular para Reforma do Sistema Político

Vamos coletar 1.500.000 assinaturas para, a exemplo do ficha limpa, apresentar ao Congresso. Participe, divulgue e apoie.

Nós abaixo assinados apoiamos a proposta de Iniciativa Popular para a Reforma do Sistema Político:

  • Defendemos o fim dos privilégios dos parlamentares, como por exemplo, férias de 60 dias, 14º e 15º salários, do foro privilegiado e da imunidade parlamentar para que estes não sejam usados como instrumentos para a impunidade.
  • Defendemos mudança na definição de decoro parlamentar que passa a ser todo fato de não conhecimento publico ao longo da vida do parlamentar.
  • Participação da sociedade no conselho de ética que julga o parlamentar.
  • Apoiamos uma nova regulamentação do art. 14º da Constituição Federal que trata do plebiscito, referendo e iniciativa popular.
  • Defendemos que determinados temas só podem ser decididos pelo povo, através do plebiscito e referendo, exemplo: aumento dos salários dos parlamentares, grandes obras, privatizações, etc.
  • Queremos a diminuição das exigências para a iniciativa popular, menos assinaturas e um rito próprio no Congresso Nacional.
  • Defendemos reformas no sistema eleitoral que possibilitem aos segmentos subrepresentados nos espaços de poder (mulheres, população negra e indígena, em situação de pobreza, do campo e da periferia urbana, da juventude e da população homoafetiva, etc) a disputa em pé de igualdade com os demais
  • Para isso, defendemos a votação em lista pré-ordenada, escolhida de forma democrática em previas, com alternância de sexo e critérios de inclusão destes segmentos e financiamento público exclusivo com punições severas para os partidos, candidatos e empresas que desrespeitarem.
  • Defendemos a democratização e transparência dos partidos.
Para conhecer a integra da proposta acesse aqui.

ASSINE ABAIXO COLOCANDO SEUS DADOS

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INESC compartilha experiência de monitoramento do Orçamento na Áustria

 

INESC compartilha experiência de monitoramento do Orçamento na Áustria
Atendendo a convite do ATTAC Áustria e de uma aliança de organizações, sindicatos e movimentos sociais austríacos, o Inesc participou de Seminário sobre Monitoramento do Orçamento Público e Transparência, em Viena, no dia 02 de maio.
O objetivo do encontro foi debater possibilidades e estratégias de ampliação da transparência e participação social no orçamento da Áustria. O INESC foi convidado para compartilhar a experiência brasileira e algumas metodologias e ferramentas, fomentando o debate entre as organizações austríacas. Foi também convidada a compartilhar experiências, a representante do Centro de Monitoramento do Orçamento e Participação, sediado na Holanda, que desenvolve há mais de dois anos uma parceria  com o INESC para o monitoramento do orçamento público na cidade de Amsterdã.
Esse encontro faz parte um processo de fomento da participação social no orçamento público em países europeus, que pretende constituir uma Plataforma Europeia de iniciativas cidadãs em torno do monitoramento dos recursos públicos.
Para além do seminário, foram realizados eventos com pesquisadores da Universidade de Viena e traçadas estratégias conjuntas. Para Iara Pietricovsky e Alexandre Ciconello, que representaram o INESC nesse encontro, “o Brasil tem muito o que compartilhar e aprender com  a realidade atual das sociedades europeias de crise financeira e cortes orçamentários. As organizações austríacas olham as experiências de participação e transparência no orçamento existentes no Brasil como uma referência para o avanço da democracia  local”.

Atendendo a convite do ATTAC Áustria e de uma aliança de organizações, sindicatos e movimentos sociais austríacos, o Inesc participou de Seminário sobre Monitoramento do Orçamento Público e Transparência, em Viena, no dia 02 de maio.

O objetivo do encontro foi debater possibilidades e estratégias de ampliação da transparência e participação social no orçamento da Áustria. O INESC foi convidado para compartilhar a experiência brasileira e algumas metodologias e ferramentas, fomentando o debate entre as organizações austríacas. Foi também convidada a compartilhar experiências, a representante do Centro de Monitoramento do Orçamento e Participação, sediado na Holanda, que desenvolve há mais de dois anos uma parceria  com o INESC para o monitoramento do orçamento público na cidade de Amsterdã.

Esse encontro faz parte um processo de fomento da participação social no orçamento público em países europeus, que pretende constituir uma Plataforma Europeia de iniciativas cidadãs em torno do monitoramento dos recursos públicos.

Para além do seminário, foram realizados eventos com pesquisadores da Universidade de Viena e traçadas estratégias conjuntas. Para Iara Pietricovsky e Alexandre Ciconello, que representaram o INESC nesse encontro, “o Brasil tem muito o que compartilhar e aprender com  a realidade atual das sociedades europeias de crise financeira e cortes orçamentários. As organizações austríacas olham as experiências de participação e transparência no orçamento existentes no Brasil como uma referência para o avanço da democracia  local”.

Fonte: Inesc

 

   

Reforma política pode valer para as eleições de 2014

 

Reforma política pode valer para as eleições de 2014
Constantemente sepultada por falta de acordo, a reforma política ganhará no Congresso uma microversão para entrar em vigor já nas eleições de 2014.
A proposta começou a ser elaborada há duas semanas por iniciativas dos líderes partidários, mas não trata de temas polêmicos como o financiamento público de campanha, que travaram a votação do projeto no mês passado, depois de dois anos de discussão numa Comissão Especial.
Nesta quinta-feira,23, as três mudanças de consenso foram a votação e estarão prontas para serem levadas ao plenário da Câmara e, se aprovadas, seguirão para análise do Senado.
O projeto vem sendo chamado de atualização da lei eleitoral e precisará ter a votação concluída até outubro, para cumprir a exigência de um ano entre a aprovação e a entrada em vigor de legislação.
A tramitação recorde atenderá uma necessidade dos partidos às vésperas das eleições e tem foco em dois pontos: a pré-campanha, que estará autorizada 12 meses antes dos eleitores irem às urnas, e a diminuição da burocracia para o uso de recursos das campanhas.

Constantemente sepultada por falta de acordo, a reforma política ganhará no Congresso uma microversão para entrar em vigor já nas eleições de 2014. A proposta começou a ser elaborada há duas semanas por iniciativas dos líderes partidários, mas não trata de temas polêmicos como o financiamento público de campanha, que travaram a votação do projeto no mês passado, depois de dois anos de discussão numa Comissão Especial.

Nesta quinta-feira,23, as três mudanças de consenso foram a votação e estarão prontas para serem levadas ao plenário da Câmara e, se aprovadas, seguirão para análise do Senado.

O projeto vem sendo chamado de atualização da lei eleitoral e precisará ter a votação concluída até outubro, para cumprir a exigência de um ano entre a aprovação e a entrada em vigor de legislação.

A tramitação recorde atenderá uma necessidade dos partidos às vésperas das eleições e tem foco em dois pontos: a pré-campanha, que estará autorizada 12 meses antes dos eleitores irem às urnas, e a diminuição da burocracia para o uso de recursos das campanhas.

Fonte: Portal Região News

 

   

A reforma política de Joaquim: voto facultativo e distrital

 

A reforma política de Joaquim: voto facultativo e distrital
Menos de 15% das leis apreciadas pelo Congresso Nacional foram propostas por deputados ou senadores. As contas foram apresentadas hoje (20) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e revelam, segundo ele, a interferência do Executivo nas decisões do país.
“O Congresso é inteiramente dominado pelo Poder Executivo. As lideranças [governistas] fazem com que a deliberação prioritária seja sobre matérias de interesse do Executivo. Poucas leis são de iniciativa dos próprios parlamentares”, disse o ministro, durante uma palestra para alunos do curso de direito de uma faculdade de Brasília.
Durante o evento, Barbosa se recusou a responder perguntas de jornalistas sobre uma crise entre o Judiciário e o Legislativo. A possível indisposição entre os dois Poderes começou recentemente, depois que parlamentares recorreram ao Supremo para suspender apreciações de projetos no Congresso e foi agravada com a proposta de emenda à Constituição que vincula decisões da Corte ao Legislativo.
Apesar de não comentar o episódio, Barbosa destacou que todo mecanismo de controle que o Supremo exerce ao examinar a constitucionalidade das leis está previsto na Constituição. “A maneira como o Poder Judiciário exerce o controle recíproco é através da jurisdição constitucional. Se o Congresso aprova norma abusiva, o Supremo declara sua inconstitucionalidade”, explicou. “Permitir que isso [a decisão] seja submetido ao Congresso e a referendo significaria o fim da Constituição”, disse Barbosa. Ele destacou que o Judiciário não tem a atribuição de legislar, mas decidir sobre o que é colocado à mesa para avaliação da Corte.
O presidente do Supremo afirmou que distorções no modelo político brasileiro reforçam a necessidade de uma reforma institucional urgente. Para ele, as mudanças no processo político devem envolver, por exemplo, a substituição do voto obrigatório pelo voto facultativo e alterar o sistema de voto proporcional pelo sistema de voto distrital.
Para Joaquim Barbosa essas mudanças fariam com que os parlamentares tivessem mais representatividade. “[O modelo atual] não contribui para que tenhamos representação clara e legítima. Passados dois anos ninguém mais sabe em quem votou”, criticou. “Teríamos que dividir o país em 513 distritos, onde cada cidadão votaria em quem conhece”, completou.
Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil

Menos de 15% das leis apreciadas pelo Congresso Nacional foram propostas por deputados ou senadores. As contas foram apresentadas hoje (20) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e revelam, segundo ele, a interferência do Executivo nas decisões do país.

“O Congresso é inteiramente dominado pelo Poder Executivo. As lideranças [governistas] fazem com que a deliberação prioritária seja sobre matérias de interesse do Executivo. Poucas leis são de iniciativa dos próprios parlamentares”, disse o ministro, durante uma palestra para alunos do curso de direito de uma faculdade de Brasília.

Durante o evento, Barbosa se recusou a responder perguntas de jornalistas sobre uma crise entre o Judiciário e o Legislativo. A possível indisposição entre os dois Poderes começou recentemente, depois que parlamentares recorreram ao Supremo para suspender apreciações de projetos no Congresso e foi agravada com a proposta de emenda à Constituição que vincula decisões da Corte ao Legislativo.

Apesar de não comentar o episódio, Barbosa destacou que todo mecanismo de controle que o Supremo exerce ao examinar a constitucionalidade das leis está previsto na Constituição. “A maneira como o Poder Judiciário exerce o controle recíproco é através da jurisdição constitucional. Se o Congresso aprova norma abusiva, o Supremo declara sua inconstitucionalidade”, explicou. “Permitir que isso [a decisão] seja submetido ao Congresso e a referendo significaria o fim da Constituição”, disse Barbosa. Ele destacou que o Judiciário não tem a atribuição de legislar, mas decidir sobre o que é colocado à mesa para avaliação da Corte.

Leia mais: A reforma política de Joaquim: voto facultativo e distrital

   

Procuradoria e OAB gaúchas debaterão Reforma Política

 

Procuradoria e OAB gaúchas debaterão Reforma Política
O Ciclo de Debates Direito e Política, promovido pela Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Sul, previsto inicialmente para 13 de maio, foi reagendado para a próxima segunda-feira (27/5). A 9ª edição do evento retoma o tema de seu lançamento: a "Reforma Política". O encontro também é promovido pela Escola Superior de Advocacia Pública do estado (Esapergs).
Tramitando há mais de 10 anos na Câmara dos Deputados, a reforma política seria colocada em votação nas primeiras semanas de abril de 2013. Como não houve consenso, o assunto continua sendo debatido, aguardando acordo.
O relatório sobre a reforma, elaborado pelo deputado federal Henrique Fontana (PT-RS), contempla a coincidência dos mandatos e das eleições gerais e municipais (Proposta de Emenda à Constituição 3/1999); o financiamento público exclusivo de campanhas (PL 1.538/2007); o fim das coligações para eleições proporcionais (PEC 10/1995); a instituição de uma lista flexível de candidatos; e a simplificação do processo de apresentação dos projetos de iniciativa popular.
Fontana será um dos debatedores do evento, ao lado do deputado estadual e presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB/RS), Raul Carrion; e do presidente do Partido Progressista (PP/RS), Celso Bernardi. Após as explanações, será aberto espaço para manifestações do público.
“Retomamos a discussão por ela ser urgente e necessária. A partir da reforma política, a ‘reforma das reformas’, todos os temas que já colocamos em debate no Ciclo ‘Direito e Política’ poderão ter desdobramentos futuros em prol da sociedade. Também queremos questionar os atores diretamente envolvidos sobre quais são os óbices que estão impedindo a sua votação”, afirmou o procurador-geral do estado, Carlos Henrique Kaipper.
As palestras e debates ocorrerão a partir das 17h, no dia 27 de maio, no Auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Av. Borges de Medeiros, 1501, térreo), em Porto Alegre, com entrada gratuita. Informações pelo telefone (51) 3288-1737. Com informações da Assessoria de Imprensa da PGE-RS.

O Ciclo de Debates Direito e Política, promovido pela Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Sul, previsto inicialmente para 13 de maio, foi reagendado para a próxima segunda-feira (27/5). A 9ª edição do evento retoma o tema de seu lançamento: a "Reforma Política". O encontro também é promovido pela Escola Superior de Advocacia Pública do estado (Esapergs).

Tramitando há mais de 10 anos na Câmara dos Deputados, a reforma política seria colocada em votação nas primeiras semanas de abril de 2013. Como não houve consenso, o assunto continua sendo debatido, aguardando acordo.

O relatório sobre a reforma, elaborado pelo deputado federal Henrique Fontana (PT-RS), contempla a coincidência dos mandatos e das eleições gerais e municipais (Proposta de Emenda à Constituição 3/1999); o financiamento público exclusivo de campanhas (PL 1.538/2007); o fim das coligações para eleições proporcionais (PEC 10/1995); a instituição de uma lista flexível de candidatos; e a simplificação do processo de apresentação dos projetos de iniciativa popular.

Fontana será um dos debatedores do evento, ao lado do deputado estadual e presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB/RS), Raul Carrion; e do presidente do Partido Progressista (PP/RS), Celso Bernardi. Após as explanações, será aberto espaço para manifestações do público.

Leia mais: Procuradoria e OAB gaúchas debaterão Reforma Política

   

Barbosa critica Congresso e diz que partidos são de 'mentirinha'

 

Barbosa critica Congresso e diz que partidos são de 'mentirinha'
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, criticou a atuação dos partidos políticos brasileiros durante palestra nesta segunda-feira em uma universidade de Brasília. Na opinião dele, o Congresso é dominado pelo Executivo e foge de suas responsabilidades ao não propor leis e apenas seguir orientações do Executivo.
"A debilidade mais grave do Congresso brasileiro é que ele é inteiramente dominado pelo Poder Executivo. O Congresso não foi criado para única e exclusivamente deliberar sobre o Poder Executivo. Cabe a ele a iniciativa da lei. Temos um órgão de representação que não exerce em sua plenitude o poder que a Constituição lhe atribui, que é o poder de legislar", criticou Barbosa.
O presidente do Supremo também atacou diretamente os partidos políticos, os quais denominou de "mentirinha", e seus líderes, que segundo ele querem apenas o poder pelo poder. De acordo com Barbosa, os brasileiros não se sentem representados pelos políticos, que sequer seguiriam os programas partidários de suas legendas.
"Outro problema é a questão partidária. Nós temos partidos de mentirinha. Nós não nos identificamos com os partidos que nos representam no Congresso, a não ser em casos excepcionais. Eu diria que o grosso dos brasileiros não vê consistência ideológica e programática em nenhum dos partidos. E nem pouco seus partidos e os seus líderes partidários têm interesse em ter consistência programática ou ideológica. Querem o poder pelo poder. Esta é uma das grandes deficiências, a razão pela qual o Congresso brasileiro se notabiliza pela sua ineficiência, pela sua incapacidade de deliberar. Ora, poder que não é exercido é poder que é tomado, exercido por outrem, e em grande parte no Brasil esse poder é exercido pelo Executivo", completou.
Joaquim Barbosa disse que uma saída para a falta de representatividade no Congresso seria a adoção do voto distrital, sistema no qual o país é dividido em distritos e é eleito o mais votado daquele distrito. Atualmente, a eleição para a Câmara é proporcional e leva em conta os votos recebidos pelo partido.
"Passados dois anos da eleição ninguém sabe mais em quem votou. Isso vem do sistema proporcional. A solução seria a adoção do voto distrital para a Câmara dos Deputados. Hoje temos um Congresso dividido em interesses setorizados. Há uma bancada evangélica, uma do setor agrário, outra dos bancos. Mas as pessoas não sabem isso, porque essa representatividade não é clara", afirmou o ministro.
Apesar das duras críticas, Barbosa repudiou as insinuações de que o Supremo estaria legislando no lugar no Congresso. Para o ministro, o que ocorre é uma falta de vontade em deliberar sobre questões importantes, especialmente a reforma política, que está parada há anos. "Não cabe ao STF, por decisões judiciais individuais, reformar o sistema político. Esta é uma atribuição magna do Congresso Nacional, que infelizmente vem sendo postergada", acrescentou Barbosa.
Irritado, o presidente do Supremo também atacou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33, que foi aprovada em uma comissão da Câmara dos Deputados, mas teve a tramitação paralisada após críticas. A proposta determina que decisões do Supremo sejam submetidas à análise do Supremo. Para Barbosa, a PEC é uma reação a decisões do STF.
"São, sim, reações a decisões do STF. Se levadas adiante essas tentativas, nós teríamos destruído a Constituição brasileira, todo mecanismo de controle de constitucional que o Supremo exerce sobre as leis. Significaria o fim da Constituição de 88”, ressaltou.
Terra

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, criticou a atuação dos partidos políticos brasileiros durante palestra nesta segunda-feira em uma universidade de Brasília. Na opinião dele, o Congresso é dominado pelo Executivo e foge de suas responsabilidades ao não propor leis e apenas seguir orientações do Executivo.

"A debilidade mais grave do Congresso brasileiro é que ele é inteiramente dominado pelo Poder Executivo. O Congresso não foi criado para única e exclusivamente deliberar sobre o Poder Executivo. Cabe a ele a iniciativa da lei. Temos um órgão de representação que não exerce em sua plenitude o poder que a Constituição lhe atribui, que é o poder de legislar", criticou Barbosa.

O presidente do Supremo também atacou diretamente os partidos políticos, os quais denominou de "mentirinha", e seus líderes, que segundo ele querem apenas o poder pelo poder. De acordo com Barbosa, os brasileiros não se sentem representados pelos políticos, que sequer seguiriam os programas partidários de suas legendas.

"Outro problema é a questão partidária. Nós temos partidos de mentirinha. Nós não nos identificamos com os partidos que nos representam no Congresso, a não ser em casos excepcionais. Eu diria que o grosso dos brasileiros não vê consistência ideológica e programática em nenhum dos partidos. E nem pouco seus partidos e os seus líderes partidários têm interesse em ter consistência programática ou ideológica. Querem o poder pelo poder. Esta é uma das grandes deficiências, a razão pela qual o Congresso brasileiro se notabiliza pela sua ineficiência, pela sua incapacidade de deliberar. Ora, poder que não é exercido é poder que é tomado, exercido por outrem, e em grande parte no Brasil esse poder é exercido pelo Executivo", completou.

Joaquim Barbosa disse que uma saída para a falta de representatividade no Congresso seria a adoção do voto distrital, sistema no qual o país é dividido em distritos e é eleito o mais votado daquele distrito. Atualmente, a eleição para a Câmara é proporcional e leva em conta os votos recebidos pelo partido.

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  • 8 de março/2013, Aracaju/SE - Seminário A Reforma Política no Brasil

     
  • 30 de janeiro/2013 - Simpósio Demandas Jurídicas coletivas e Movimentos Sociais

     
  • 17 de dezembro/2012 – Lançamento do livro “Caminhos para Nova Política”

    No próximo dia 17 de dezembro, a partir das 18:30h, acontece o lançamento do livro Caminhos para Nova Política, do autor João Francisco Araújo Maria. A atividade acontece no Auditório 2 Candangos na UnB (Faculdade de Educação) e contará com uma palestra da ex-ministra e ex-senadora Marina Silva, que escreveu o prefácio do livro.
    Nas palavras do autor: “ O livro trata sobre crise da representação política e alternativas para sua superação. Resgata e analisa um conjunto de autores da teoria política, especialmente moderna e contemporânea, e critica o monopólio que os partidos políticos têm na esfera representativa. Tradicionalmente a representação sempre foi vista como um espaço dos partidos políticos, ao passo que a sociedade civil ficava vinculada à uma esfera da participação cidadã. Em resumo, o livro analisa as possibilidades da sociedade civil ser também compreendida como um ator e um espaço de representação política. Além disso, o pósfácio do livro abre espaço para uma reflexão mais solta sobre quais elementos deveriam estar presente na chamada "nova política". Resgata, para o século XXI, o ideal político da fraternidade anunciado na revolução francesa. Além da liberdade e igualdade, ideais que foram precursores do liberalismo e socialismo, a lógica colaborativa – versão contemporânea do ideal político da fraternidade – é apontada como premissa da arquitetura institucional da democracia do século XXI: sustentável, portanto geradora de legitimidade, objetivo de todo sistema representativo”.
     

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