Qua, 15 de Fevereiro de 2012 12:10
Como já é do conhecimento público, em 1999 escrevi uma matéria no meu Jornal Pessoal denunciando a grilagem de terras praticada pelo empresário Cecílio do Rego Almeida, dono da Construtora C. R. Almeida, uma das maiores empreiteiras do país, com sede em Curitiba, no Paraná.



No processo de formação da Constituição de 1988, dentre os três poderes da União o Judiciário foi o único que foi completamente isolado do processo de construção do Estado Democrático de Direito que deveria ser feito em todas as esferas dos Poderes.
Semana passada o Congresso Nacional retomou os trabalhos da atual legislatura. Os presidentes da Câmara e do Senado, assim como os líderes partidários, anunciaram as principais matérias na agenda, todas de reconhecida relevância – como o Código Florestal, os royalties do petróleo e gás, a Lei Geral da Copa, a PEC da Música -, mas com a ausência da reforma política.
A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), ao provocar o Supremo Tribunal Federal (STF) para declarar a inconstitucionalidade formal de Resolução 135/2011 e da atividade correcional autônoma (originária) exercida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de controle instalado em 14 de junho de 2005 e nascido de uma reforma do Judiciário que durou dez anos, deu excepcional contribuição para melhor conhecimento, por parte dos brasileiros, da Justiça e dos magistrados, desde o detestável corporativismo até a lerdeza na solução de litígios.
Ei, Justiça, cadê você que não responde e aceita impassível tantos absurdos?