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Marrocos realiza primeira eleição parlamentar desde os protestos da Primavera Árabe


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O pleito é organizado em sistema de listas fechadas com reserva de 60 vagas para mulheres e 30 para jovens.

Os marroquinos foram às urnas nesta sexta-feira para eleger o novo parlamento. É a primeira eleição desde o início dos protestos no país, na Primavera Árabe, e desde a adoção de uma nova constituição, aprovada em julho.

Quase 13,6 milhões estão registradas para votar e escolher 395 deputados. No entanto, cerca de oito milhões de marroquinos com mais de 18 anos e que vivem no Marrocos deixaram de se registrar por negligência ou rejeição aos políticos.

Ao todo, 31 partidos participam nas eleições, entre eles, o PDJ (Partido Progresso e Desenvolvimento), principal partido de oposição, que enfrentará o Istiqlal (Independência), do primeiro-ministro Abbas El Fassi, e o RNI (União Nacional de Independentes, liberal), do ministro da Economia e Finanças, Salaheddine Mezouar.

Para o pleito, o país foi dividido em 92 circunscrições, que elegerão 305 deputados, somados a outras 90 cadeiras, das quais 60 são reservadas para mulheres e 30 para jovens, inscritos em uma lista nacional (circunscrição única).

 Das 1521 listas apresentadas nas diferentes circunscrições, 64 são lideradas por mulheres, o que representa 3,75% do total.

 As eleições marroquinas são baseadas em um sistema proporcional de listas fechadas. O teto para chegar à Câmara foi estipulado em 3% dos votos.

 Os partidos políticos recorreram a vários símbolos para facilitar o voto aos analfabetos, como uma espiga de trigo, cavalo, barco, livro, leão, camelo, trator, lâmpada, entre outros.

 Três partidos de extrema-esquerda, o movimento islâmico proibido Justiça e Caridade e o 20 de Fevereiro boicotaram as eleições, as primeiros após a aprovação da nova Constituição, em 1 de julho.

 De acordo com a nova constituição, tanto o parlamento quanto o primeiro-ministro terão poderes absolutos. O premiê será o "chefe do governo".

 Para garantir que não haverá corrupção ou fraude durante a votação, mais de 300 observadores internacioais acompanham o pleito do país africano, ao lado de outros 3500 observadores locais.

 Embora as pesquisas eleitorais sejam proibidas por lei, três partidos despontam como possíveis vencedores: o Partido islâmico Justiça e Desenvolvimento (PJD), o partido nacionalista Istiqlal (PI), que ganhou as eleições de 2007, e a coalizão liberal recém- formada e liderada pelo partido Reagrupamento Nacional de Independentes (RNI).

 A campanha eleitoral, que começou em 12 de novembro e terminou na quinta à noite, transcorreu em relativa normalidade e sem incidentes maiores.

 

 

Fonte: UOL